Notícias

15mai

Saiba o que caracteriza as doenças inflamatórias intestinais

Gastroenterologista do CCG responde dúvidas sobre a Retocolite Ulcerativa e a Doença de Crohn

O Maio Roxo é o período de conscientização das doenças inflamatórias intestinais. Palestras e ações como a iluminação de prédios públicos, monumentos e hospitais marcam a causa, assim como acontece durante o Outubro Rosa e Novembro Azul, que tratam dos canceres de mama e próstata, respectivamente. O ato tem como ponto alto o dia 19 de maio, o World IBD Day (Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal). Estima-se que mais de cinco milhões de pessoas padeçam destas condições ao redor do mundo.

“As doenças inflamatórias intestinais são doenças crônicas de origem autoimune que causam inflamação no sistema digestivo, predominantemente no intestino. Elas podem surgir em qualquer idade e podem acarretar grande limitação da qualidade de vida e da capacidade produtiva”, explica o gastroenterologista do Centro Clínico Gaúcho Daniel Lemons da Silva. Existem dois tipos conhecidos: a Retocolite Ulcerativa (RCU) e a Doença de Crohn (DC). Enquanto a primeira ocorre exclusivamente no intestino grosso (reto e cólon), a Doença de Crohn pode acometer qualquer parte do sistema digestivo (da boca ao ânus), embora seja mais comum nos intestinos grosso e delgado.

Abaixo, o médico responde outras dúvidas sobre este tema, como sintomas e tratamento.

Por que as pessoas são acometidas por essas doenças?
Sabe-se que as doenças são consequência de uma resposta anormal do sistema imune, o qual passa a atacar o intestino e a sua flora intestinal. Existem fatores genéticos que predispõem à doença, porém a mesma só é desencadeada a partir de fatores ambientais, os quais ainda não são bem conhecidos.

As doenças acometem mais determinado sexo e determinada faixa etária?
A Doença Inflamatória Intestinal pode ocorrer em ambos os sexos e em qualquer idade, incluindo crianças e idosos. A RCU parece ser discretamente mais frequente em homens entre os 30 e 40 anos de idade. Já a DC é mais comum em mulheres, sendo o pico de incidência entre os 20 e os 30 anos.

Quais são os sintomas?
O sintoma mais frequente é a diarreia crônica, porém a dor abdominal, o sangramento nas evacuações, a febre e a perda de peso não são incomuns. Além de sintomas digestivos, uma significativa parte dos pacientes apresenta manifestações ditas extra-intestinais, tais como aftas, dores articulares, dor na coluna e lesões de pele.

Como é o tratamento?
O tratamento é principalmente medicamentoso, buscando-se induzir e manter o controle da inflamação do sistema digestivo para melhorar os sintomas e evitar complicações futuras. O mesmo é contínuo e de longo prazo, existindo um variado arsenal farmacológico disponível na dependência de uma complexa avaliação, como tipo de doença, gravidade, extensão, complicações, idade do paciente e outros fatores. Não raro, existe a necessidade de intervenções cirúrgicas, em especial para manejo de complicações, como fístulas na região perianal e estenoses (estreitamentos) do intestino. Há também importante benefício no cuidado multidisciplinar, em especial nos aspectos nutricionais e psicológicos.

Há cura para estas doenças?
Infelizmente ainda não há cura, somente controle. Existem grandes lacunas no conhecimento sobre a origem e os mecanismos de perpetuação da doença, a despeito do progressivo aumento nas pesquisas científicas acerca dela. 

Como prevenir esse tipo de problema?
Não existem ainda medidas específicas comprovadas que sejam efetivas em prevenir o surgimento das Doenças Inflamatórias Intestinais, porém sabe-se que fatores como o tabagismo e o uso de alguns remédios anti-inflamatórios devem ser evitados, pois podem exacerbar a doença nos pacientes predispostos.
 

Redação:
Prática
Conteúdo | Comunicação | Relacionamento
Enviar por email O preenchimento do nome é obrigatório. O preenchimento do email é obrigatório. O preenchimento do nome do destinatário é obrigatório. O preenchimento do email do destinatário é obrigatório.

Obrigado! Seu email foi enviado.

Fechar