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01fev

Como garantir que as dores de ouvido não apareçam durante o período de férias

Dra. Camila Tabajara, médica especialista em otorrinolaringologia do Centro Clínico Gáucho, explica as causas, o tratamento e as formas de se prevenir a otite no verão.

Verão não é sinônimo apenas de férias e diversão. Com a chegada da alta temporada e o aumento do calor, do contato com a água e da mudança nos hábitos alimentares, algumas doenças se tornam mais frequentes neste período do ano, e demandam cuidados especiais como forma de prevenção. A otite, inflamação do ouvido, é uma dessas doenças.

As dores de ouvido são bastante recorrentes em crianças, e precisam de especial atenção durante o verão. Isso acontece porque, para aliviar o calor e aproveitar as férias, aumenta o contato dos pequenos com os banhos de mar, piscinas e rios, o que potencializa o risco da otite. A Dra. Camila Tabajara, médica especialista em otorrinolaringologia do Centro Clínico Gáucho, explica as causas, o tratamento e as formas de se prevenir a doença, na busca de garantir que as dores de ouvido não atrapalhem o período mais divertido do ano.

A otite e o verão

Existem diversos tipos de otite, e o que diferencia cada variedade da doença é a região do ouvido que é afetada, podendo ser a parte interna, média ou externa do aparelho auditivo. No verão, devido ao maior contato com a água, a otite externa se torna mais recorrente, especialmente nas crianças. A otite externa se caracteriza como uma inflamação do conduto auditivo externo, que é a porção mais superficial do ouvido, o que acaba causando as populares e indesejadas dores de ouvido.

As otites externas variam de acordo com o agente causador. “As principais causas da otite externa são o aparecimento de bactérias e fungos. Com a umidade do local, devido a maior exposição à água, é favorecido o crescimento dos fungos. Já os traumas na pele, causadas pelas coceiras com grampos, tampas de caneta e pela própria unha ou cotonetes, favorece a infecção pelas bactérias. Além disso, os próprios objetos podem causar a infecção, pois a superfície dos utensílios introduzidos nos ouvidos muitas vezes estão contaminadas com diversas bactérias”, explica a médica.

De acordo com cada agente que vai provocar a inflamação, poderão se diferenciar as manifestações de sintomas da doença. Comumente, as indicações de otite externa são: dores na entrada do conduto auditivo externo e na orelha; coceira nos ouvidos; vermelhidão e inchaço na região; saída de secreções, e sensação de abafamento auditivo, causando a impressão de não estar escutando bem.

Ao perceber qualquer um dos sintomas, é necessário que se faça uma visita a um médico especializado que irá identificar a causa da doença. De acordo com o agente causador, será indicado o medicamente ideal para o tratamento. Cada medicamento irá tratar a causa específica da inflamação, sendo que alguns remédios serão pingados nos ouvidos e outros devem ser administrados via oral, dependendo da gravidade da infecção.

Para evitar que a otite atrapalhe a programação de férias, alguns cuidados básicos podem ser tomados como forma de evitar as dores indesejadas. “Cuidar para as crianças não colocarem os dedos nos ouvidos para coçar; sempre secar a porção mais externa do contudo auditivo com toalha, mas nunca com cotonetes; e nunca introduzir nenhum objeto dentro dos ouvidos, são algumas das precauções que podem ser tomadas para prevenir o surgimento da inflamação. Se a criança ou qualquer membro da família se queixar com desconforto, não se deve aplicar nenhuma medicação sem que a região tenha sido examinada. Qualquer tratamento inadequado feito sem o acompanhamento médico pode prolongar ainda mais o quadro da inflamação”, destaca a médica.

 

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